Este é o meu livro de recortes. My shared thoughts...

domingo, 13 de dezembro de 2015

As resoluções do ano velho

Há 347 dias atrás, escrevi um post em que me propunha a 6 resoluções de Ano Novo. Discrente como sou destas coisas, duvidava que conseguisse cumprir os meus objectivos. E a verdade é que não consegui.

Então vamos lá ver o que foi que eu cumpri destas resoluções.

1-Aprender 12 novas receitas. Deixa-me pensar (doces não contam, certo?). Humm... Uma, duas, três, não essa já sabia antes, não conta. Díficil, mas é certo que pelo menos metade dessa conta aprendi. 6 receitas novas aprendi! (acho eu...)

2-Não ser tão agarrada a bens materiais. Dei mais de metade da minha roupa (e comprei outra tanta mais!), mas ainda assim tenho menos quantidade. A colecção de livros tem continuado a aumentar, mas isso não conta como bens materiais, certo? Certo?!?

3-Aprender algo novo. É com muito orgulho que anuncio que comecei a aprender Japonês, a relembrar o Francês e a arranhar o Espanhol. O Japonês tive de colocar em standby porque ser autodidacta não é tão simples quanto isso. O Espanhol e o Francês vão andando devagar, devagarinho. Mas! Actualmente, estou inscrita num curso de Alemão e estou a gostar (isto com ajuda é muito mais fácil).
Ah! Também aprendi a fazer flores em tecido. =)

4-Conhecer um sítio onde nunca tenha ido. Esta é a resolução que me deixa mais triste. Não tive oportunidade de a concretizar. Ou talvez tenha tido e não tenha aproveitado. De qualquer forma, no primeiro trimestre do ano que vem, vai acontecer!

5- Encontrar o meu livro perdido. Eu tentei dar-lhe um toque, Ana, mas ia sempre para a caixa de mensagens. Eu acho que o gajo me anda a evitar. De qualquer forma, fui à Feira do Livro em Lisboa e comprei outro. Quando eu me esquecer que ele alguma vez existiu, ele aparece.

6-Ser mais paciente. "404 Error. State of spirit not found". Parece que esta parte precisa de mais esforço e dedicação, mas a meditação é bem bom. Aconselho.


E é assim, a 18 dias do final de mais um ano, que percebo que devemos ser mais realistas e moderados com as nossas resoluções. No início do ano, parece que temos muito tempo e que iremos conseguir fazer tudo o que queremos, mas esquecemo-nos que há-de haver sempre qualquer coisa que nos impede. Eu tinha 6 objectivos, simples, fáceis de encaixar em 365 dias e mesmo assim não consegui cumprir a minha parte.

Para o ano irei considerar apenas 3 resoluções. E vamos ver o que sairá dali. =)

Agora vem o Natal e isso deixa-me tão feliz que só volto quando passar. Feliz Natal! Fui!

domingo, 14 de junho de 2015

Felicidade


Há 6 anos atrás, perguntaram-me se era feliz. Como resposta, disse que haviam várias coisas que me faziam feliz e outras que não. Passado 2 anos já tinha uma perspectiva algo diferente. E hoje, as coisas mais uma vez são diferentes. Porque o ser humano está sempre em mudança e o que hoje nos deixa muito feliz, amanhã pode nos fazer quebrar e chorar desalmadamente.

Há uns dias fiz um post que se intitulava "O Meu Abecedário" e na letra F coloquei a palavra Felicidade. A minha definição dizia que a felicidade não era constante.

Em 6 anos, se alguma coisa se manteve igual,  foi a minha definição de felicidade. Um conjunto de momentos e não um estado constante.

Muitas vezes, a felicidade depende de aceitarmos que tem de haver um equilíbrio entre o mal e o bem, as coisas más e as coisas boas. Uma situação boa pode ter consequências más e uma situação má pode ter consequências boas (um pouco como as tempestades e o sol) . E cabe a nós encontrarmos o arco-íris de cada situação. Um ponto de equilíbrio bonito entre o mal e o bem.

Vou contar uma situação que se passou comigo há cerca de 2 semanas. Estava à espera do autocarro quando fui abordada por um senhor que me falou de um grupo de apoio em que participava e como o tinham ajudado a encontrar um caminho melhor para ele. Depois de me contar a história dele, disse-me que o meu problema residia no interior, que enquanto não expulsasse toda o mal que havia em mim, não poderia deixar entrar o bem.

Defensora como sou do equilíbrio, acredito que temos tanto de bom como de mau e que é o equilíbrio entre essas duas "energias" que nos forma. Quando o dito senhor me diz que tenho de tirar dentro de mim tudo o que é de mau, o meu primeiro pensamento é "Se eu tirar todo o mal de dentro de mim e ficar só com o bem, alguém terá que tirar todo o seu bem, para ficar só com o mal."

Esta é a minha teoria acerca do equilíbrio. E liga-se à felicidade porque ela depende de nós aceitarmos que somos maus, preguiçosos, egoístas, entre outros, mas que também temos o oposto para equilibrar: bons, trabalhadores, altruístas.




Em tudo tem de haver equilíbrio.



sexta-feira, 12 de junho de 2015

Lavender's Blue (Dilly Dilly)

Depois de ver umas 20x o trailer da Cinderella (versão de 2015), e ter adorado como as músicas encaixam no trailer (obrigado Audiomachine e Nick Murray por tornarem o trailer espectacular), decidi ver o filme. E adorei.

Principalmente esta canção.



"Lavender's Blue, Dilly Dilly, Lavender's green
When I am king, Dilly Dilly, You shall be queen
Who told you so?, Dilly Dilly, Who told you so?
Twas my own heart, Dilly Dilly, That told me so

Call up your men, Dilly Dilly, Set them to work
Some to the plow, Dilly Dilly, Some to the fork
Some to make hay, Dilly Dilly, Some to cut corn
While you and I, Dilly Dilly, Keep ourselves warm

Lavender's green, Dilly Dilly, Lavender's blue
If you love me, Dilly Dilly, I will love you
Let the birds sing, Dilly Dilly, And the lambs play
We shall be safe, Dilly Dilly, Out of harm's way

I love to dance, Dilly Dilly, I love to sing
When I am queen, Dilly Dilly, You'll be my king
Who told me so?, Dilly Dilly, Who told me so?
I told myself, Dilly Dilly, I told me so"

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O Meu Abecedário - Parte VI (letras X e Z)

Continuação dos posts anteriores...

X para X de Incógnita
Porque muitas coisas na vida são desconhecidas. O resultado de uma decisão, de um teste, de uma entrevista, até o meu jantar hoje.

Z para Zodíaco
Sou capricórnio, mas não acredito em previsões diárias, semanais, mensais ou anuais. Prefiro mais a descrição geral que o signo fornece. Mas em termos de Zodíacos, se for para escolher, prefiro o Zodíaco Chinês. Apesar de ter nascido em 1987 e esse ano ser associado ao Coelho, a minha data de nascimento ainda calhou no ano do Tigre, uma vez que o ano chinês começa sempre mais tarde que o nosso ano (aqui no ocidente). Se formos bem a ver a diferença entre o Tigre e o Coelho, não sei como fui enganada durante tantos anos. O que se segue foi retirado de um livro de astrologia chinesa que tenho em casa. Ora vejamos:
Coelho – Intuitivos, psíquicos, sensíveis, criativos, os coelhos preocupam-se com os outros. Invariavelmente calmos e moderados, sossegados e requintados (...) dão bons conselheiros e clarividentes. São bem-falantes e eloquentes.
Tigre – Impetuosos, impulsivos e dinâmicos, os tigres não sabe estar quieto ou calcular as probabilidades. São ousados, inconsequentes e extremamente insensatos (...). O tigre é uma das personagens mais tenazes do zodíaco chinês e muito poucos conseguirão intimidá-los ou mantê-los quietos por muito tempo: eles reagirão sempre. Contudo, não são invulneráveis e necessitam de muito apoio emocional, uma vez que são basicamente inseguros (...).
Acho que não restam dúvidas.


Acho que este tipo de "exercícios" são bons, até mesmo para nos conhecermos a nós próprios. Algumas das letras levaram-me a pensar coisas que não tinha pensado antes e outras levaram-me a entender porque aconteceram determinadas coisas. Acho que é um bom exercício de reflexão.

O Meu Abecedário - Parte V (letras R, S, T, U e V)

Continuação dos posts anteriores...



R para resmungona
A minha melhor característica. Ninguém resmunga como eu. Se houvesse campeonatos, eu estaria entre os 10 primeiros. Na realidade é um dos defeitos que mais me incomodam. Eu resmungo com tudo, o que posso e não posso mudar, aquilo que os outros fazem ou não fazem. Às vezes, até com objectos inanimados.


S para solidão
Não gosto desta sensação. Ataca-me de vez enquando. Talvez seja isso que me impede de sair da casa dos meus pais. O medo de estar sozinha. Mas se eu continuar com este medo, a minha vida não irá avançar. A solidão faz parte do ser humano. E eu tenho de aprender a viver com ela e não expulsá-la da minha vida.

T para tranquilidade
A sensação que me dá uma chávena de chá quentinho e bom livro num dia de Inverno. Só falta a lareira. Mas tudo tem o seu tempo, e um Inverno chegará em que haverá o chá, o livro e a lareira (nem que seja emprestada).

U para universo
Dizem que quando queremos uma coisa, o universo conspira a nosso favor. Então porque raio ainda não me saiu o euromilhões? Ah pois, se calhar porque não jogo...

V para viagens
Quero tanto conhecer o resto da Europa. E não só (ver J para Japão). Não sou o tipo de pessoa que goste de férias em ilhas paradisíacas. Estar estendida numa praia a assar, tipo frango na brasa, não é a minha definição de férias. A minha definição é qualquer coisa como percorrer os castelos todos da Alemanha e conhecer a história deles. Muita gente irá dizer “férias é para descansar”. Isto para mim é descansar.

(continua)