Este é o meu livro de recortes. My shared thoughts...

sábado, 25 de abril de 2015

Pura verdade

"Quer saber o que se segue quando o verdadeiro amor acaba? Não é ódio. É apenas um nada, como um espaço oco ou um vácuo. Não resta nada senão um vazio."

Shona para Dermot


in "Agridoce" de Roopa Farooki

terça-feira, 21 de abril de 2015

O que se passa com a amizade?

O mais recente anúncio da Super Bock é um tiro certeiro. Não gosto de cerveja, mas este anúncio mexeu comigo.

"O que é que se passa com a amizade?

Se os amigos são tão importantes na nossa vida, como é que temos tão pouca vida para os amigos?

Tudo serve de desculpa. O trabalho, a família, o sono, o sofá.

Habituámo-nos a adiar encontros cada vez com menos caracteres.

Conversamos com ecrãs, rimos com as teclas e fazemos likes para enganar a saudade.

Mas entre um 'não posso' e outro, os grandes amigos vão se tornando estranhos. O que é estranho.

As grandes amizades não pedem muito, mas pedem manutenção. Pedem olhares, silêncios, sintonia, piadas que mais ninguém percebe. Pedem tempo, mesmo que pareça pouco, vai sempre parecer.

Não precisamos de mil amigos, precisamos de bons amigos. Muito mais do que imaginamos.

Vá lá.

Liga-lhes e fura-lhes a agenda. Arranca-os da rotina, das desculpas, seja a que horas for. Se estiveres de pijama, veste umas calças por cima.

Marca encontro no sítio do costume e façam o que sempre fizeram. Nada.

Tenham conversas que não levam a lado nenhum. Contem as mesmas histórias de sempre, mas estejam juntos.

Está na altura de pousarmos o telefone e levantarmos o copo.

Se não puderes hoje, vai amanhã. Mas vai mesmo.

Se a vida conspira contra a amizade, conspiremos juntos para a defender."

terça-feira, 14 de abril de 2015

Auto-estima

O que uns têm a menos, outros têm em excesso.

Não resisto a colocar aqui a passagem de um livro que li no dia da Páscoa.


"- Um amor que deu para o torto. São os piores.

Comentário ao qual Jace reagiu emitindo um leve ruído, quase inaudível - um risinho. As orelhas de Dorothea empinaram-se como as de um gato.

- Que graça é que tem, rapaz?

- O que é que tu sabes sobre o amor? - retorquiu ele.

Dorothea cruzou as macias mãos brancas no colo.

- Mais do que julgas. Não li as tuas folhas de chá, Caçador de Sombras? Ainda não te apaixonaste pela pessoa errada?

- Infelizmente, o meu único amor verdadeiro continua a ser eu próprio.

Dorothea soltou um rugido.

- Pelo menos, não tens de te inquietar quanto a seres rejeitado, Jace Wayland.

- Não necessariamente. De vez enquando, rejeito-me a mim mesmo. Só para tornar as coisas interessantes."


in "A Cidade dos Ossos", de Cassandra Clare

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Confissões de Santo Agostinho

Uma passagem do livro que me encontro a ler agora.


"Magnus olhou para Jem com uma expressão de tristeza no rosto por hábito alegre, sardónico ou indiferente, uma tristeza que surpreendeu Will.

- De onde veio esta dor primitiva que me levou a amar um ser que tem de morrer?

- O que é isso? - perguntou-lhe Will.

- Confissões de Santo Agostinho. Tu perguntaste-me como eu, sendo imortal, sobrevivo a tantas mortes. Não é grande segredo. Basta suportar o insuportável."


in "Princesa Mecânica" de Cassandra Clare