Este é o meu livro de recortes. My shared thoughts...

sábado, 20 de fevereiro de 2016

The Mask I Wear

Já conhecia os excertos, mas nunca tinha lido o poema todo. Desconheço o autor, mas consta que este poema foi tornado público na década de 60.




THE MASK I WEAR

Don't be fooled by me.
Don't be fooled by the face I wear
For I wear a mask. I wear a thousand masks
masks that I'm afraid to take off
and none of them are me.
Pretending is an art that's second nature with me
but don't be fooled,
for God's sake, don't be fooled.
I give you the impression that I'm secure
That all is sunny and unruffled with me
within as well as without,
that confidence is my name
and coolness my game,
that the water's calm
and I'm in command,
and that I need no one.
But don't believe me. Please!
My surface may be smooth but my surface is my mask,
My ever-varying and ever-concealing mask.
Beneath lies no smugness, no complacence.
Beneath dwells the real me in confusion, in fear, in aloneness.
But I hide this.
I don't want anybody to know it.
I panic at the thought of my
Weaknesses
and fear exposing them.
That's why I frantically create my masks
to hide behind.
They're nonchalant, sophisticated facades
to help me pretend,
To shield me from the glance that
knows.
But such a glance is precisely my salvation,
my only salvation,
and I know it.
That is, if it's followed by acceptance,
and if it's followed by love.
It's the only thing that can liberate me from myself
from my own self-built prison walls
I dislike hiding, honestly
I dislike the superficial game I'm playing,
the superficial phony game.
I'd really like to be genuine and me.
But I need your help, your hand to hold
Even though my masks would tell you otherwise
That glance from you is the only thing that assures me
of what I can't assure myself,
that I'm really worth something.
But I don't tell you this.
I don't dare.
I'm afraid to.
I'm afraid you'll think less of me, that you'll laugh
and your laugh would kill me.
I'm afraid that deep-down I'm nothing,
that I'm just no good
and you will see this and reject me.
So I play my game, my desperate, pretending game
With a facade of assurance without,
And a trembling child within.
So begins the parade of masks,
The glittering but empty parade of masks,
and my life becomes a front.
I idly chatter to you in suave tones of surface talk.
I tell you everything that's nothing
and nothing of what's everything,
of what's crying within me.
So when I'm going through my routine
do not be fooled by what I'm saying
Please listen carefully and try to hear
what I'm not saying
Hear what I'd like to say
but what I can not say.
It will not be easy for you,
long felt inadequacies make my defenses strong.
The nearer you approach me
the blinder I may strike back.
Despite what books say of men, I am irrational;
I fight against the very thing that I cry out for.
you wonder who I am
you shouldn't
for I am everyman
and everywoman
who wears a mask.
Don't be fooled by me.
At least not by the face I wear.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

O melhor método para as arrumações

Eu disse que ia falar nisto no último post. É certo que cada pessoa se adapta a um determinado método de arrumação, mas o meu método resultou da primeira vez que o utilizei e agora também! Embora determinadas coisas tenham tido um fim diferente.


Aquele que eu considero o melhor método é, sem dúvida nenhuma:  


MUDAR DE CASA!
 

Agora mais a sério (mas só um bocadinho), descobri que quando uma pessoa decide mudar de casa é quando descobre a quantidade de tralha que tem. A primeira vez que tal pensamento me ocorreu foi quando estudava em Elvas. Ao final do primeiro semestre decidi que era mais rentável sair de uma casa alugada para a residência de estudantes.
Havia muita coisa que não ia precisar. Então comecei a separar o que precisava do que não precisava. No fim, apenas levei comigo a roupa e as coisas da faculdade. O resto, arrumei tudo e os meus pais levaram para casa deles. As coisas que não precisava encheram um patamar (1x6m). Ainda me lembro da minha avó me perguntar:
 
-"Isto é para levares para a residência?"
-"Não, avó. Isto é para voltar para casa."
 
Ainda hoje não sei como juntei tanta coisa apenas num quarto.

Agora, passados 10 anos dessa aventura, volto às mudanças de casa. E, mais uma vez, ocorre a situação de há 10 anos, em que se junta tanta coisa num quarto (3x3m, acho eu).
 
 No último post, gozei um pouco (muito) com a situação de acumular coisas, mas a verdade é esta: temos o hábito de acumular coisas. "Ah, mas quando faço as limpezas gerais deito imensas coisas fora." Pois, mas estamos a comparar, num máximo, uma semana a deitar coisas fora com 51 semanas a acumular coisas. Não parece uma comparação sequer.

Actualmente, está na moda o método KonMari e, eu que estou constantemente a tentar vencer o meu espírito de acumulação de tralha, decidi dar uma espreitadela no livro de Marie Kondo. Fiquei impressionada pelo quão simples e, ao mesmo tempo, radical é o método dela.
 
 -Não precisas? Deita fora. 
-Mas posso vir a precisar. 
-Agora não precisas, vai fora. Se precisares no futuro, arranjas outro.

E, na realidade, a frase "posso vir a precisar" tem o poder de nos tornar uns "hoarders". Claro que, quando pensamos nesta palavra ocorre-nos aquela imagem do tipo que se encafua num apartamento com uma colecção de jornais desde 1920. Creepy!

Esta lenga-lenga toda para explicar como mudar de casa permite a percepção da quantidade absurda de coisas que temos sem necessidade. Nas limpezas gerais, pegamos nas coisas e mudamos de um sítio para outro e não chegamos a apercebermo-nos da quantidade. Quando se muda de casa e temos de encaixotar as coisas é quando realmente vemos que afinal há mesmo muita coisa. E coisas que nem sequer nos lembrávamos que existiam (sim, eu tenho o carregador do Nokia 3310. E o Nokia 3310 também).
 
Se não puder mudar de casa, pode optar pelo método da Marie, porque ela "obriga-nos" a tirar tudo dos armários e das gavetas e juntar tudo na mesma divisão. Por isso, o efeito é o mesmo que mudar de casa.

Entretanto, vou continuar na minha busca pela felicidade com menos tralha e, quem sabe, um dia consigo.


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Manual de Aquisição e Arrumação de Tralha em 10 Lições Fáceis

Eu acho que isto me vai dar tanta vontade de rir como de chorar.

É regra universal que sempre existiu aquela coisa chamada "limpezas gerais". Sempre achei que fazia sentido realizar esta tarefa uma vez por ano. Damos volta aquilo que temos e deitamos fora o que não tem utilidade ou não funciona. No caminho, limpamos a casa com todo o esmero, para começar a sujar e acumular tralha a partir do dia seguinte.

É por isso que decidi escrever este post com um título tão sugestivo como irónico.

Manual de Aquisição e Arrumação de Tralha em 10 Lições Fáceis!


Lição nº 1: Que quarto tão bonito! E tão arrumado!

Adoro quando o quarto está tão arrumado que é o orgulho de qualquer anfitrião quando recebe as visitas. Graças a Deus que as visitas não abrem os armários nem as gavetas.

Lição nº 2: Agora que o quarto está arrumado, vou baixar um pouco a persiana.

Claro, não queremos os cortinados nem os móveis queimados devido à exposição solar. Ou então acreditamos que a diminuição de luminosidade dá um aspecto mais arrumado.

Lição nº 3: Não tenho assim tantas coisas.

Mas claro que não! Num mundo em constante mudança, é errado que nos agarremos aos bens materiais. Devemos buscar por um estilo de vida mais saudável tanto física como espiritualmente. E um armário maior.

Lição nº 4: Amanhã vou arrumar o meu quarto.

Sim, porque hoje estive a trabalhar. Ou porque está a chover. Ou porque joga o Benfica (não sou benfiquista). Acho que encaixa aqui perfeitamente a música "Movimento Perpétuo Associativo" dos Deolinda.

Lição nº 5: Preciso de arranjar um organizador para as meias /os sapatos/ as bugigangas no meu armário.

Como é suposto uma pessoa arrumar as "poucas" coisas que tem se o armário não tem prateleiras suficientes? O pessoal que faz os móveis não pensa nestas coisas? Porquê?

Lição nº 6: Não uso isto há mais de um ano, mas pode ser necessário.

Temos de ser como os escuteiros e estar sempre preparados! Tenho a certeza que o carregador do telemóvel Nokia 3310 ainda vai ser útil!

Lição nº 7: O facto de eu ter 14 pares de calças de ganga, não quer dizer que não precise de outro par.

Facto, calças de ganga são sempre necessárias. Até porque as usamos todas. As 15. Várias vezes... Ou talvez não.

Lição nº 8:  Como é que eu posso ir para o ginásio se não tenho roupa para o efeito?

Regra geral, quando nos inscrevemos num ginásio temos de comprar tanta roupa e ténis como se fossemos um personal trainer.

Lição nº 9: O armário/ gaveta está a quase a rebentar de cheio? Óptimo, ainda cabem mais umas 20 coisas.

Porque o método "sardinha em lata" há-de ser sempre eficaz, seja nas sardinhas, no metro em hora de ponta ou nas arrumações.

Lição nº 10: O testamento.

Não gosto muito deste objecto/camisola/chapéu. Ooooh Manaaaaaaa!!!! (ou mano, ou mãe, ou qualquer parente próximo) Ias ficar mesmo bem com isto!



E é assim que se adquire e arrumam um exagero de coisas numa única divisão.


(No próximo post: O melhor método para as arrumações)



domingo, 13 de dezembro de 2015

As resoluções do ano velho

Há 347 dias atrás, escrevi um post em que me propunha a 6 resoluções de Ano Novo. Discrente como sou destas coisas, duvidava que conseguisse cumprir os meus objectivos. E a verdade é que não consegui.

Então vamos lá ver o que foi que eu cumpri destas resoluções.

1-Aprender 12 novas receitas. Deixa-me pensar (doces não contam, certo?). Humm... Uma, duas, três, não essa já sabia antes, não conta. Díficil, mas é certo que pelo menos metade dessa conta aprendi. 6 receitas novas aprendi! (acho eu...)

2-Não ser tão agarrada a bens materiais. Dei mais de metade da minha roupa (e comprei outra tanta mais!), mas ainda assim tenho menos quantidade. A colecção de livros tem continuado a aumentar, mas isso não conta como bens materiais, certo? Certo?!?

3-Aprender algo novo. É com muito orgulho que anuncio que comecei a aprender Japonês, a relembrar o Francês e a arranhar o Espanhol. O Japonês tive de colocar em standby porque ser autodidacta não é tão simples quanto isso. O Espanhol e o Francês vão andando devagar, devagarinho. Mas! Actualmente, estou inscrita num curso de Alemão e estou a gostar (isto com ajuda é muito mais fácil).
Ah! Também aprendi a fazer flores em tecido. =)

4-Conhecer um sítio onde nunca tenha ido. Esta é a resolução que me deixa mais triste. Não tive oportunidade de a concretizar. Ou talvez tenha tido e não tenha aproveitado. De qualquer forma, no primeiro trimestre do ano que vem, vai acontecer!

5- Encontrar o meu livro perdido. Eu tentei dar-lhe um toque, Ana, mas ia sempre para a caixa de mensagens. Eu acho que o gajo me anda a evitar. De qualquer forma, fui à Feira do Livro em Lisboa e comprei outro. Quando eu me esquecer que ele alguma vez existiu, ele aparece.

6-Ser mais paciente. "404 Error. State of spirit not found". Parece que esta parte precisa de mais esforço e dedicação, mas a meditação é bem bom. Aconselho.


E é assim, a 18 dias do final de mais um ano, que percebo que devemos ser mais realistas e moderados com as nossas resoluções. No início do ano, parece que temos muito tempo e que iremos conseguir fazer tudo o que queremos, mas esquecemo-nos que há-de haver sempre qualquer coisa que nos impede. Eu tinha 6 objectivos, simples, fáceis de encaixar em 365 dias e mesmo assim não consegui cumprir a minha parte.

Para o ano irei considerar apenas 3 resoluções. E vamos ver o que sairá dali. =)

Agora vem o Natal e isso deixa-me tão feliz que só volto quando passar. Feliz Natal! Fui!

domingo, 14 de junho de 2015

Felicidade


Há 6 anos atrás, perguntaram-me se era feliz. Como resposta, disse que haviam várias coisas que me faziam feliz e outras que não. Passado 2 anos já tinha uma perspectiva algo diferente. E hoje, as coisas mais uma vez são diferentes. Porque o ser humano está sempre em mudança e o que hoje nos deixa muito feliz, amanhã pode nos fazer quebrar e chorar desalmadamente.

Há uns dias fiz um post que se intitulava "O Meu Abecedário" e na letra F coloquei a palavra Felicidade. A minha definição dizia que a felicidade não era constante.

Em 6 anos, se alguma coisa se manteve igual,  foi a minha definição de felicidade. Um conjunto de momentos e não um estado constante.

Muitas vezes, a felicidade depende de aceitarmos que tem de haver um equilíbrio entre o mal e o bem, as coisas más e as coisas boas. Uma situação boa pode ter consequências más e uma situação má pode ter consequências boas (um pouco como as tempestades e o sol) . E cabe a nós encontrarmos o arco-íris de cada situação. Um ponto de equilíbrio bonito entre o mal e o bem.

Vou contar uma situação que se passou comigo há cerca de 2 semanas. Estava à espera do autocarro quando fui abordada por um senhor que me falou de um grupo de apoio em que participava e como o tinham ajudado a encontrar um caminho melhor para ele. Depois de me contar a história dele, disse-me que o meu problema residia no interior, que enquanto não expulsasse toda o mal que havia em mim, não poderia deixar entrar o bem.

Defensora como sou do equilíbrio, acredito que temos tanto de bom como de mau e que é o equilíbrio entre essas duas "energias" que nos forma. Quando o dito senhor me diz que tenho de tirar dentro de mim tudo o que é de mau, o meu primeiro pensamento é "Se eu tirar todo o mal de dentro de mim e ficar só com o bem, alguém terá que tirar todo o seu bem, para ficar só com o mal."

Esta é a minha teoria acerca do equilíbrio. E liga-se à felicidade porque ela depende de nós aceitarmos que somos maus, preguiçosos, egoístas, entre outros, mas que também temos o oposto para equilibrar: bons, trabalhadores, altruístas.




Em tudo tem de haver equilíbrio.