Continuação
dos posts anteriores...
O
para Obstinada (o T já estava ocupado para usar o teimosa)
Obstinação
tem de ser com conta e medida. Temos de ter sempre alguma margem para dar o
braço a torcer quando não temos a razão do nosso lado. Temos de ter margem para
admitirmos que erramos. Mas também temos de ter a obstinação para tomarmos as
decisões importantes na nossa vida. Obstinação ou teimosia não é
necessariamente um defeito. Depende, como quase tudo, do contexto em que se
aplica. Fui obstinada quando decidi que queria ir para Elvas e consegui provar
a mim mesma e aos outros que conseguia desenrascar-me num sítio onde não
conhecia ninguém. Fui obstinada quando me disseram que eu devia tirar formações
para melhorar o meu CV e respondi “Para quê? Não dão trabalho a pessoas com
excesso de formação”. Sou obstinada o suficiente para decidir que vou tentar a
minha sorte na universidade de novo e que desta vez vai correr melhor.
P
para Poliglota
Um
dos meus hobbies preferidos. Actualmente, posso dizer que sou fluente em Inglês
e Português (pré-acordo). Mas um dia quero ser fluente em Italiano, Francês e
Japonês, e sabe se lá que mais línguas. Um tanto quanto ambicioso (ou exagerado?).
Q
para Questionar
Muitas
vezes pergunto-me como estou na situação em que estou. Como de excelente aluna
do ensino básico, passei a aluna mediocre no secundário. Como tive a coragem de
lutar pela ideia de ir para uma faculdade a mais de 300 km de casa para fazer
um curso que não era bem o que queria. Como sempre disse que trabalhar em loja
era apenas um meio para atingir um fim, e agora parece mais que é o fim, ao
invés do meio. Mas depois penso. Sim, eu fui boa aluna no ensino básico, mas
quando cheguei ao ensino secundário não estava preparada, não me conseguia
concentrar e não me esforcei. Lutei pela ideia de ir para longe de casa, porque
não me sentia bem aqui e queria provar que era capaz de me desenrascar (e
consegui). Não gostei do meu curso, mas insisti em acabá-lo porque não queria
que os meus pais pensassem que eu andava apenas a desperdiçar o dinheiro deles.
Fui para lojas porque não arranjava trabalho na minha área e deixei-me ficar
porque era a alternativa mais fácil. Afinal porque havia de me esforçar? É por
isto que é importante questionar-nos acerca do que fazemos. Para arrancarmos a
verdade a nós mesmos. Porque senão o fizermos viveremos na ilusão de que o
mundo conspira contra nós e somos uns incapazes.
(continua)
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