Este é o meu livro de recortes. My shared thoughts...

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O Meu Abecedário - Parte IV (letras O, P e Q)



Continuação dos posts anteriores...



O para Obstinada (o T já estava ocupado para usar o teimosa)
Obstinação tem de ser com conta e medida. Temos de ter sempre alguma margem para dar o braço a torcer quando não temos a razão do nosso lado. Temos de ter margem para admitirmos que erramos. Mas também temos de ter a obstinação para tomarmos as decisões importantes na nossa vida. Obstinação ou teimosia não é necessariamente um defeito. Depende, como quase tudo, do contexto em que se aplica. Fui obstinada quando decidi que queria ir para Elvas e consegui provar a mim mesma e aos outros que conseguia desenrascar-me num sítio onde não conhecia ninguém. Fui obstinada quando me disseram que eu devia tirar formações para melhorar o meu CV e respondi “Para quê? Não dão trabalho a pessoas com excesso de formação”. Sou obstinada o suficiente para decidir que vou tentar a minha sorte na universidade de novo e que desta vez vai correr melhor.

P para Poliglota
Um dos meus hobbies preferidos. Actualmente, posso dizer que sou fluente em Inglês e Português (pré-acordo). Mas um dia quero ser fluente em Italiano, Francês e Japonês, e sabe se lá que mais línguas. Um tanto quanto ambicioso (ou exagerado?).

Q para Questionar
Muitas vezes pergunto-me como estou na situação em que estou. Como de excelente aluna do ensino básico, passei a aluna mediocre no secundário. Como tive a coragem de lutar pela ideia de ir para uma faculdade a mais de 300 km de casa para fazer um curso que não era bem o que queria. Como sempre disse que trabalhar em loja era apenas um meio para atingir um fim, e agora parece mais que é o fim, ao invés do meio. Mas depois penso. Sim, eu fui boa aluna no ensino básico, mas quando cheguei ao ensino secundário não estava preparada, não me conseguia concentrar e não me esforcei. Lutei pela ideia de ir para longe de casa, porque não me sentia bem aqui e queria provar que era capaz de me desenrascar (e consegui). Não gostei do meu curso, mas insisti em acabá-lo porque não queria que os meus pais pensassem que eu andava apenas a desperdiçar o dinheiro deles. Fui para lojas porque não arranjava trabalho na minha área e deixei-me ficar porque era a alternativa mais fácil. Afinal porque havia de me esforçar? É por isto que é importante questionar-nos acerca do que fazemos. Para arrancarmos a verdade a nós mesmos. Porque senão o fizermos viveremos na ilusão de que o mundo conspira contra nós e somos uns incapazes.

(continua)

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